quinta-feira, 24 de julho de 2008

SIMPLICIDADE DE NÓS!






Doze moradas de silêncio



hoje é dia de coisas simples (Ai de mim! Que desgraça!

O creme de terra não voltará a aparecer!)

coisas simples como ir contigo ao restaurante

ler o horóscopo e os pequenos escândalos

folhear revistas pornográficas e

demorarmo-nos dentro da banheira

na aldeia pouco há a fazer

falaremos do tempo com os olhos presos dentro das

chávenas


inventaremos palavras cruzadas na areia... jogos

e murmúrios de dedos por baixo da mesa

beberemos café

sorriremos à pessoas e às coisas

caminharemos lado a lado os ombros tocando-se

(se estivesses aqui!)

em silêncio olharíamos a foz do rio

é o brincar agitado do sol nas mãos das crianças descalças


hoje



Al Berto


Um comentário:

ALMAMATER disse...

Seria um querer tão simples como este que conheço, que desejo...

Um olá pela manhã, um toque no cabelo, o olhar estendido, os braços em arco. Como o corpo, como o descanso pela hora do calor, cheirar a tua presença sem te tocar, olhando-te apenas, sorrindo.

Um desejo em fogo pela hora da fresca...